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Resinas vão subir 4,5%

Resinas vão subir 4,5% no mercado interno

Por Stella Fontes | De São Paulo – Valor Econômico – 23/10/2012

Os preços domésticos das resinas termoplásticas serão reajustados em até 4,5% entre este mês e novembro, diante do encarecimento da nafta, derivado do petróleo usado como matéria-prima na fabricação de plásticos, e dos aumentos anunciados nos últimos meses no mercado internacional.

Conforme a Braskem, maior petroquímica do continente americano, a aplicação do reajuste será gradual, decorre da necessidade de alinhamento das cotações àquelas praticadas no mercado externo e não está relacionado ao recente aumento do imposto de importação de determinados plásticos.

Até o fim do ano, contudo, a tendência é a de que os preços se acomodem, com possibilidade de descontos já no mês de dezembro. “Até um mês atrás, a tendência internacional era de alta. Hoje, contudo, já se vê arrefecimento nos Estados Unidos e na Ásia e esse movimento deve chegar ao Brasil em dezembro”, avalia Otávio Carvalho, diretor da consultoria Maxiquim, especializada no acompanhamento da indústria petroquímica.

Em agosto, a Braskem já havia implementado um reajuste de 8%, diante da alta das cotações internacionais. O novo índice de aumento, que deve ficar entre 4% e 4,5%, corresponde à defasagem de preços existente desde aquele mês, segundo a companhia. “Existe um histórico de paridade com os preços das resinas importadas, mas esse ajuste leva em geral entre um e dois meses”, explica Carvalho.

Em relação à nafta, diz o especialista, a tendência de alta permanece, porém com força inferior à verificada nos últimos meses. “As cotações devem se manter em trajetória de alta, mas não tão forte como se viu há alguns meses”, avalia Carvalho.

De acordo com Alfredo Schmitt, presidente da Associação Brasileira da Indústria de Embalagens Plásticas Flexíveis (Abief), o reajuste de aproximadamente 4,5% já teria sido integralmente implementado neste mês. “A alta tem sido motivada pelo preço da nafta e pelas cotações internacionais, visto que esses produtos são commodities”, afirma Schmitt.

Segundo o presidente da entidade, o segmento de transformação de plásticos tem sofrido compressão de margens, “o que muitas vezes inviabiliza os negócios”.

De janeiro a agosto, segundo dados da Associação Brasileira da Indústria do Plástico (Abiplast), as exportações brasileiras de resinas subiram 5,45% em volume e recuaram 4,1% em receita. Já as importações recuaram 14,76% em volume e caíram 19,43% em receita.

Fonte: Valor Econômico